quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Fórum do Cidadão Global

 Fórum  Cidadão Global  

O Conceito de Cidadão Global foi introduzido por Hugh Evans o humanitarista australiano  CEO e co-fundador  do Projeto em prol da prevenção da pobreza- cidadão global.
Ele deu início ao movimento  mobilizando pessoas através da internet e com apoio de várias entidades e instituições,  que se identificam como membros da humanidade e, não apenas, como membros de um Estado, de uma nação ou de uma tribo específica, por entender que, como cidadãos do mundo, nossas ações serão potencializadas, para enfrentarmos o problema da pobreza extrema, que aflige tantos seres humanos no mundo, o problema das mudanças climáticas e, outras questões tão relevantes da realidade atual.

No  Brasil, o movimento ganhou impulso por iniciativa do periódico " O Valor Econômico" que com o apoio da instituição financeira , o Banco Santander, promoveram evento no dia no dia 05 de Outubro de 2017 o "Fórum do Cidadão Global" trazendo como palestrantes, ninguém menos do que, o 44º presidente americano Barak Obama, o professor Robert Salomon da Universidade de New York- NYU  e o Martin Wolf editor associado e comentarista econômico do jornal inglês " Financial Times" .

sexta-feira, 24 de março de 2017

Iniciativas sustentáveis que fazem a diferença

Iniciativas pontuais de pessoas preocupadas com este precioso recurso natural fazem toda a diferença!

As biovaletas  foram desenvolvidas por Adriano Sampaio , ativista ambiental, criador do Projeto Existe Água em São Paulo.
(click aqui)     
A biovaleta é um sistema ecológico e sustentável de reaproveitamento da água da chuva, que  foi desenvolvido de forma autodidata pelo Adriano Sampaio mas já  é reconhecido pela literatura especializada no Brasil e nos países como os EUA. 

Estudos analisam a situação de conservação dos mananciais


No dia Internacional da Água , também foi apresentado um estudo feito pelo LABGEO da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo  (USP), (click aqui) ,e pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade- IDS, ( click aqui) que avaliaram as áreas mais críticas, do ponto de vista da gestão hídrica,  chegando a conclusão que é necessário a restauração da vegetação nativa e conservação, para garantir a sua capacidade de produção de água. 
O estudo foi possível por causa da utilização de satélite que mostrou o grau de cobertura vegetal do entorno , com informações sobre o relevo, tipo de solo, geologia e quantidade de chuva que cai nestes locais.
Na região metropolitana nos temos sete sistemas de abastecimento: o Juqueri - Cantareira que abastece 60% da população do município de São Paulo e, que, segundo o estudo, é o mais afetado por causa da fragilidade do sistema PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) que empresta água para o Sistema Juquerí - Cantareira. O sistema Cotia- Guarapiranga, (que se desdobra em Alto Cotia e Baixo Cotia) o sistema Tamanduateí - Billings ( que se desdobra em Rio Claro e Rio Grande), o sistema do Alto Tietê , Ribeirão da Estiva, e sistemas isolados (mananciais mistos: Biritiba -Mirim, Juquitiba, Mairiporã, Pirapora do Bom Jesus , Salesópolis, Santana de Parnaíba e o São Lourenço da Serra) Atlas da Agência Reguladora da Àgua    

Já um outro estudo , desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM) (click aqui) aborda que a chamada  Leis das Águas - Lei Nacional dos Recursos Hídricos - 9.433 de 1997 completa 20 anos com sua efetividade comprometida , pois vários de seus dispositivos não foram implementados , ressalta a importância de observar o indicador de crescimento populacional e a correlação da participação popular na gestão dos recursos hídricos que não é compatível com sua importância para ajudar a fiscalizar e prevenir a degradação.  E explica também que quanto mais tempo demorarmos para reverter o processo de degradação mais cara ficará a conta.  

Dia Internacional da água dia 22 de Março


Dia Internacional da Água 22 de março de 2017

Várias  entidades ambientais sem fins lucrativos   e  Organizações não governamentais - ONGs e entes governamentais promovem eventos para apresentar notícias e debater sobre a situação mundial e brasileira deste precioso recurso natural.

abaixo trago para o Blog as várias iniciativas e os vários eventos que tiveram lugar nesta semana: 


A Fundação SOS Mata Atlântica divulga hoje o retrato da qualidade das águas de rios dos estados com Mata Atlântica onde desenvolvemos o Observando os Rios
https://www.sosma.org.br/105986/fundacao-divulga-qualidade-da-agua-em-184-rios-corregos-e-lagos/

Abaixo agenda de eventos em homenagem ao dia internacional da água cedido pela Aliança pela Água  

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Desastre Ambiental no Rio Doce em Minas Gerais



Desastre Ambiental no Rio Doce em Minas Gerais


Em 05 de Novembro de 2015, a barragem da represa de rejeitos de Fundão em Mariana no Estado de Minas Gerais, da empresa mineradora SAMARCO ,que opera em Joint Venture com a empresa mineradora Vale do Rio Doce e a empresa anglo-australiana BHP Billiton, para a extração de ferro, rompeu causando o maior desastre ambiental do Brasil.

Lei dos crimes ambientais

A lei dos crimes ambientais, em seu artigos 54 e 55, dispõe sobre as punições cabíveis, para aqueles que, de alguma forma, poluem o meio ambiente e aumenta as penas se o dano for irreversível como ocorreu em Minas Gerais
Toda a água do o Rio Doce ficou imprópria para abastecimento e também para a pesca, pois o rompimento da barragem levou para o leito do rio todo o rejeito, que também causou a mortalidade dos peixes e animais ribeirinhos, além de ter causado a morte de várias pessoas e a destruição de casas e equipamentos urbanos das cidades existentes ao longo do curso do Rio Doce.

As autoridades dos órgãos gestores ambientais e o Ministério Público Federal,  em observância à legislação ambiental, tomaram as providências cabíveis chamando as empresas à responsabilidade pelo dano ambiental causado.

A lei de Crimes Ambientais prevê as sansões para os crimes ambientais tipificados na esfera administrativa, pois as atividades econômicas potencialmente poluidoras devem obter licenças dos órgãos ambientais, para poder explorá-las  de acordo com Lei do meio ambiente

Assim, foi instaurado o Inquérito Civil Público pelo Ministério Público Federal, para apurar o que de fato causou o desastre ambiental e quem são os responsáveis.

Ao final do Inquérito Civil Público, o Ministério PúblicoFederal,  com as provas encontradas  e os responsáveis identificados, vão decidir se promovem Ação Civil para apurar a responsabilidade civil
de acordo com Lei de ação civil pública que é instrumentalizada pela Código do Consumidor a Lei 8078 de 1990 e desta forma conseguir que as vítimas do desastre ambiental sejam indenizadas.
No último dia 26 de Agosto de 2016 o STJ - Superior Tribunal de Justiça determinou que a competência para promover a Ação Civil Pública é do Ministério Público Estadual e já foram bloqueados R$300,00 (trezentos milhões de reais) da empresa SAMARCO para  indenizar as vítimas.

A responsabilidade administrativa das pessoas indiciadas, para que o desastre ambiental possa ser  mitigado e compensado é apurada de acordo com o  Decreto 6514 de 2008 .

E a responsabilidade penal é apurada através de ação penal pública incondicionada pelo Ministério Público de forma independente da representação da vítima.

Esperemos que a justiça possa ser célere, neste complexo caso de desastre ambiental, para que as vítimas não tenham sua sobrevivência inviabilizada .

Desastre Ambiental no Rio Doce

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Semana do Meio Ambiente Junho de 2016


Semana do Meio Ambiente 

A FIESP - Federação das Indústrias de São Paulo promove três dias de eventos para comemorar  o dia internacional do meio ambiente  05 de Junho

A "Semana do Meio Ambiente "acontece de 08 de Junho a 09 de Junho na sede da entidade localizada na Av. Paulista em São Paulo.

Um dos eventos que constam da programação diz respeito ao lançamento de Cartilha de Produção e Consumo Sustentável para a Indústria.
Esta Cartilha é muito completa e aborda o tema respeitando o tripé da Sustentabilidade disposto na Constituição Federal de 1988 em seu art. 225 a saber : Ambiental, Econômico e Social  .  


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

COP 21


PARIS
COP21
De 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 aconteceu em Paris, França, a 21ª Conferência das Partes (COP-21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e a 11ª Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (MOP-11).
texto final da COP 21
outros detalhes da negociação

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Participação da sociedade na defesa do meio ambiente

COMO PARTICIPAR

 PRIMEIRO PASSO: COMPREENDER A LEGISLAÇÃO

Muitas pessoas me perguntam como participar para defender o meio ambiente.
Podemos começar por acompanhar a Legislação Ambiental e procurar estudá-la e compreendê-la. 
Visitar os Sites e Blogs Ambientais, filiar-se a alguma entidade ambiental e também fazer uma pesquisa nos sites dos órgãos ambientais do governo federal, estadual e municipal, consultar as Comissões de Meio Ambiente da OAB e também advogados ambientais. 

SEGUNDO PASSO : PARTICIPAÇÃO EFETIVA

É muito importante defender o meio ambiente e, embora, seja tarefa  de difícil  execução para o cidadão comum, não é impossível. É difícil porque os crimes ambientais, normalmente, são praticados por pessoas que não tem consciência ambiental e não sabem como exercer a atividade econômica de forma sustentável..  Embora a legislação contemple processos de compensação para as atividades que degradam o meio ambiente, poluindo, suprimindo a vegetação , descaracterizando os  ecossistemas; ainda existe grande parcela da população que não entende o processo. Cabe às pessoas conscientes informarem e transformarem-se em agentes multiplicadores  na sociedade.    

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Encíclica do Papa Francisco sobre o Meio Ambiente



















Encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente a carta do Santo Padre sobre o cuidado com a nossa casa.

A importância do texto da Encíclica do Papa não só para todos os povos cristãos como para toda a comunidade mundial que irá participar e decidir os novos rumos e índices de proteção ambiental na COP 21 que ocorrerá em Paris e o último acordo da presidente Dilma e do presidente Obama de não permitir o desmatamento sem autorização.

site do vaticano

Regulação do Plano Diretor de São Paulo e o processo de aprovação da nova Lei do zoneamento


O ESTATUTO DA CIDADE
A Lei do Estatuto da Cidade nº.Lei do Estatuto da Cidade nº.10.257 de 2001 que regulamenta os arts. 182  e 183 que dispõem sobre o urbanismo da Constituição Federal estabelece no seu art. 4º que é necessário o Plano Diretor Estratégico dos municípios com mais de 200 mil habitantes.

O PLANO DIRETOR
O Plano Diretor Estratégico de SP Lei nº 16.050 aprovada em Julho  de 2014  contém dispositivos que precisam ser regulamentados  e é por isso que, embora, tenha estabelecido as diretrizes para a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo Lei nº. 13.885 de 2004  é necessário que a revisão seja feita .

A LEI DE ZONEAMENTO
O Projeto de lei 272 de 2015  que segue em processo de aprovação na Câmara de Vereadores de São Paulo e que quando aprovada vai ser chamada de Lei do parcelamento do uso e ocupação do solo ,também conhecida como a Lei do zoneamento está em discussão na Câmara dos Vereadores de São Paulo tendo como seu relator o vereador Paulo Frange , que de acordo com a lei estabeleceu a programação de pelo menos 40 audiências públicas para que seja aprovada.

O projeto de Lei 272 de 2015 que propõe a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo de 2004 conhecida como Lei do Zoneamento se propõe a compilar as regras e estabelece agrupamentos de zonas em três categorias : transformação , qualificação e preservação.  
zonas foram organizadas em 3 diferentes agrupamentos: territórios de transformação, qualificação e preservação.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Proposta para contornar a Crise Hídrica através do resgate da Conectividade entre os Biomas Brasileiros


Os rios voadores


Muitos  cientistas brasileiros acreditam que o resgate da conectividade entre as unidades de conservação existentes e os remanescentes de vegetação nativa é  condição indispensável para restaurar o regime hídrico, proteger  a biodiversidade e para mitigar efeitos de mudanças climáticas.

Rios Voadores


terça-feira, 21 de abril de 2015

Desmatamento da Amazônia


Imagem do mapa de desmatamento da Amazônia da IMAZON- Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
O colorido em rosa representa a área já afetada pela degradação do desmatamento.





Infelizmente, o desmatamento da Amazônia  segue aumentando ano a ano e comprometendo assim o regime hídrico brasileiro e do mundo.
É uma pena, que existam vários setores da sociedade que ainda não estão conscientes da importância da cobertura vegetal para a proteção dos mananciais e, também, para permitir que as florestas possam continuar a fornecer os serviços ambientais fundamentais para nossa sobrevivência.

Se desmatar for extremamente necessário, no desenvolvimento alguma atividade é importante  instituir CORREDORES ECOLÓGICOS, Lei do Sistema Nacional das Unidades de Conservação, aliados às práticas sustentáveis, para que possamos proteger a biodiversidade , o regime hídrico,  os mananciais e os serviços ambientais que previnem o efeito estufa e as mudanças climáticas.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Link de Legislação Ambiental do Estado de São Paulo-compromissos assumidos na Rio+20

A importância do operador de direito para a compreensão da legislação:
http://www.juridicamenteverde.com.br/2011/02/entendendo-legislacao-ambiental.html#more


O Decreto do Estado de São Paulo  nº 58.107 de 2013 institui a Estratégia para o desenvolvimento sustentável do Estado de São Paulo  até 2020 e dá providencias correlatas , além de elencar a legislação ambiental estadual.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Como proceder em tempos de racionamento

Imagine acordar de manhã e não poder escovar os dentes e fazer sua higiene pessoal e tomar o seu café para poder sair para trabalhar.
Esta será nossa realidade a partir de Abril de 2015 , mês que as   autoridades do poder público divulgaram começará o rodízio de cinco dias por semana.
É evidente que as pessoas vão começar a estocar água em casa, para, pelo menos, beber e poder fazer sua higiene pessoal. E para lavar roupa? limpar a casa?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Cronologia da Crise Hídrica


A queda do nível das represas,  que começa no final de 2013,  se agrava  em 2014, quando a mídia começa a divulgar e, mostrar  as imagens  das represas que formam o Sistema Cantareira  : Represa do rio Jaguari , Represa do rio Cachoeira, Represa Atibainha e Represa de Paiva Castro   e  em maio de 2014, a Companhia de Abastecimento e Saneamento de São Paulo- SABESP anuncia que instalará bombas nas represas do sistema, para retirar a  reserva técnica de água , o chamado "volume morto" .

Acessando este link é possível saber qual a disponibilidade hídrica de cada um dos sistemas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo hoje.
Represa Jaguari - uma das que compõem o sistema Cantareira
Junho de 2008 e junho de 2014
Fonte : SABESP através do portal de notícias uol  


Este  é um dos seis sistemas que abastece a Região Metropolitana de São Paulo que  é responsável pelo abastecimento de 60% do município de São Paulo e também de alguns municípios da parte norte da Região Metropolitana: Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras e Mairiporã (clique para saber mais sobre Recursos Hídricos). No entanto, os rios formadores das respectivas represas pertencem a bacia que também abastece a Região Metropolitana do município de Campinas.
Com com o aumento da demanda, Campinas reivindicou mais água, através das autoridades do DAEE- Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo site do DAEE e para a ANA- Agência Nacional de Águas que é uma autarquia do    Ministério do Meio Ambiente e , assim, em 25 de junho de 2014 o Sistema Cantareira passa a disponibilizar um volume maior de água para a Região Metropolitana de Campinas, o que deixa a situação do abastecimento do município de São Paulo e da RMSP mais frágil.

A estiagem que ocorreu no inverno de 2014 foi considerada a pior desde que começaram as medições pelo Instituto Nacional de Meteorologia- INMET (www.inmet.gov.br) criado em 1909 pelo presidente Nilo Peçanha. O Órgão em 1992 através do Decreto nº 8,490  foi reestruturado e, passou a ser conhecido pelo nome atual e é subordinado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Embora exerça uma função correlata  o INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (www.inpe.br) é subordinado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

 Os dois institutos concordam que a estiagem de 2014 foi a pior da história,  superando as secas que ocorreram em 1914, 1953 e 1954 e mais recentemente em 2004.
 Os cientistas e os órgãos do governo não chegaram a um consenso sobre as causas  deste fenômeno ou pelo menos não divulgaram oficialmente .
A ONU alerta através da OMM - Organização Meteorológica Mundial  para  a ocorrência do fenômeno chamado "El Nino" em 2014  que aquece muito as águas do Oceano Pacífico e, com isso, impede as chuvas da região sul do continente chegarem ao sudeste do Brasil . O IMPE- Instituto  Nacional de Pesquisas Espaciais   por sua vez, alerta para o desmatamento na Amazônia e Cerrado que destruiu grande parte dos corredores ecológicos que eram responsáveis pela manutenção da conectividade entre estes Biomas e o bioma da Mata Atlântica do sudeste responsável pela preservação da biodiversidade e também do regime hídrico.    

O problema é complexo . Sabe-se através das medições destes órgãos governamentais, acima citados, que existem anos que o índice pluviométrico é bastante elevado, como foi o caso do ano de 2009, quando tivemos o mês de julho mais chuvoso dos últimos tempos. Como sabemos   Julho  é um mês de inverno no Brasil, quando, normalmente, não chove. Mas, como especialista em Direito Ambiental, acredito que a estiagem que ocorreu em 2014  não seja decorrente apenas de um fenômeno climático isolado, ao contrário , este fenômeno climático ocorreu como consequência de mudanças climáticascausadas pelo aumento de emissões de gases causadores  de efeito estufa, que aumentam o aquecimento global , inclusive dos oceanos, aliados a outras variáveis e indicadores como  de crescimento populacional, de impermeabilização do solo, degradação dos ecossistemas que abrigam as nascentes dos mananciais( através ,principalmente, do desmatamento e do lixo) e que devem ser levados em conta, quando da elaboração do plano de gerenciamento dos recursos hídricos.

A legislação ambiental instituiu através da lei nº 9.433 de 1997 um sistema de gerenciamento hídrico  que  tem como competência se utilizar de instrumentos de gestão. O instrumento mais importante é a elaboração de um plano para a utilização dos recursos hídricos do Brasil e de cada Estado da Federação.   O Plano tem como objetivo prevenir a escassez hídrica através de diretrizes adequadas e sustentáveis.

Este plano foi elaborado por exigência legal , mas , ao que parece, não  criou instrumentos eficazes para orientar  a  forma como a sociedade utiliza e cuida do meio ambiente e não conseguiu  impedir a crise hídrica que se desencadeou e 2014.

Em 2004 a SABESP informou que a disponibilidade hídrica dos seis sistemas da RMSP era de 65m³/s. Nesta época através de parcerias público-privadas foram contratadas obras para aumentar a disponibilidade para 71,7% no Sistema do Alto -Tietê e no sistema Cotia-Guarapiranga e o prognóstico era de que atenderia a demanda da população de Região Metropolitana de São Paulo até 2010.


sábado, 22 de novembro de 2014

Crise da água e a crise de energia elétrica


Com a palavra os cientistas

O trabalho de cientistas, como Antonio Nobre do Instituto IMPE - Instituto  de Pesquisas Espaciais -IMPE relata como o desmatamento na Amazônia afeta o clima na Região Sudeste na postagem anterior. Segundo o IPCC- Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU , IPCC a temperatura média da terra subiu 0,7 grau entre 1901 e 2005. Assim, constata-se  que, não só o Sudeste do Brasil, mas todo o planeta passa por drásticas mudanças climáticas que, como consequência, provocam secas persistentes e chuvas intensas, em épocas do ano distintas e em regiões onde antes isso não ocorria.

Cabe aqui uma reflexão: a data base estabelecida pelo IPCC - 1901 coincide com o advento da Revolução Industrial nos países do Hemisfério Norte , chamados de países ricos, desenvolvidos. Portanto, embora, no caso do Brasil, as mudanças climáticas estejam ocorrendo, principalmente, devido ao desmatamento das florestas e matas  , são decorrentes também do processo produtivo que foi implantado desde o advento da "Revolução Industrial"  em nossa sociedade.

 O modelo de civilização que conhecemos ,atualmente, resultante deste processo industrial se utiliza de todos os recursos naturais  explorando-os à exaustão, além de causar poluição e degradação. Este processo produtivo foi implantado de  forma a liberar enormes quantidades de CO²  além de outros gases que provocam o efeito estufa e que tem causado o aquecimento da terra , dos oceanos , além de mudanças no regime pluviométrico e hídrico, enfim, um descompasso no clima global.

Embora, o impacto das mudanças climáticas seja eminente  e venha ocorrendo com mais evidência nos últimos anos, de acordo com os estudos e dados do IPCC, isso não foi suficiente para a conscientização da população sobre a importância da proteção do meio ambiente, prevenindo-se de uma possível crise ambiental. Não se percebia no seio da sociedade e, da parte dos políticos, uma real preocupação com o assunto, ao ponto de procurar estimular e incentivar a mudança dos hábitos de consumo, a utilização de alternativas de matriz energética, como a solar e a eólica e introdução de práticas sustentáveis para reverter os prognósticos de crise.

Esta postura é compreensível se entendermos que, o nosso modelo de civilização construído a partir da "Revolução Industrial" é calcado no liberalismo econômico que tem no lucro o seu principal pilar de sustentação e, para que se tenha lucro é preciso que haja consumo cada vez maior , o que gera a escassez dos recursos naturais e a degradação ambiental a medida que a população cresce.

Crise da água
A represa da Cantareira, no município de São Paulo, chegou em Novembro de 2014 , que é um mês que apresenta uma média elevada de índices pluviométricos, a 3% por cento   de sua capacidade hídrica e precisando usar a sua reserva técnica (o chamado volume morto) para garantir o abastecimento da população, segundo informações oficiais. Considerando que é um reservatório que abastece 1/3 da Região Metropolitana de São Paulo e 60% dos habitantes do município é fácil entender as proporções que o problema alcançou.

O reservatório da Cantareira foi  o mais afetado, pois é alimentado por rios de outras bacias hidrográficas  do Estado de de São Paulo e de Minas Gerais, mas os outros reservatórios dos seis sistemas da Região Metropolitana  de São Paulo, também, foram bastante afetados, não só por causa da estiagem , mas também , como o sistema é integrado, por estarem emprestando água para o sistema  Cantareira.

Crise Energética
Por sua vez , o sistema de geração de energia elétrica da Região Sudeste também foi afetado e já estamos sofrendo com a falta de luz em vários lugares da Região Sudeste e do Brasil ( a luz acaba sem aviso e depois volta sem que haja nenhum motivo aparente), isto porque a nossa principal matriz energética é hídrica e os reservatórios não tem água suficiente para gerar energia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

alteração do regime pluviométrico do sudeste como consequência do desmatamento da Amazônia

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2014/10/1541080-amazonia-ja-esta-entrando-em-pane-afirma-cientista.shtml

Publico este link, fornecido pelo jornal a Folha de São Paulo, que nos remete a uma reportagem publicada neste jornal no dia 31 de Outubro deste ano de 2014 por Rafael Garcia, sobre  o alerta que faz o cientista bioquímico Antonio Nobre do Instituto de Pesquisas Espaciais - IMPE.

O alerta  se baseia em um relatório elaborado, por ele, a pedido  de ONGs ambientalistas coordenadas pela ARA- Articulação Regional da Amazônia. 

Neste relatório o cientista  ressalta que a floresta Amazônica não consegue mais exercer, com a eficiência de um passado recente ,  um dos serviços ambientais que a caracteriza, isto é , a capacidade de bombear oxigênio do oceano Atlântico para a América do Sul. Este importante serviço ambiental é responsável pela regularização dos índices pluviométricos do continente.
Segundo Antonio Nobre a falta de eficiência está diretamente relacionada com a degradação causada pelo desmatamento.

Este desmatamento crescente, segundo os estudos da entidade, é o evento responsável pelas alterações climáticas que hoje vivenciamos, com chuvas torrenciais em épocas do ano que não costuma chover e, que provocam enchentes,  assim como falta de chuva em outros locais onde ela é esperada naquela época do ano.

Conclui que, o continente e, principalmente, nosso país depende da floresta para a estabilização climática do regime pluviométrico, que é tão importante para alimentar os lençóis  freáticos que geram as nascentes que formam os rios tão importantes para o abastecimento,  além  de viabilizar as atividades econômicas, principalmente, a agricultura.
E explica  que a situação só se reverterá se o desmatamento for estancado e houverem políticas públicas que incentivem o reflorestamento não só da Amazônia como de todos os biomas  num processo de formação de grandes corredores ambientais.      

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Biomas do Brasil

Fonte: IBAMA

O IBAMA disponibiliza na internet, através de seu site,Ibama/siscom o mapa dos Biomas do Brasil, para que possamos compreender melhor a importância de proteger a nossa diversidade biológica, através da proteção dos ecossistemas.

O IBAMA tem em seu organograma um órgão criado através de um acordo com o Ministério do meio Ambiente chamado Centro de Sensoriamento Remoto, que desenvolveu uma ferramenta muito útil, para monitorar o desmatamento dos biomas brasileiros  via satélite chamado SISCOM – Sistema Compartilhado de Informações Ambientais. Esta ferramenta pode ser acessada via internet para consultas de dados geográficos. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Rumo a um novo modelo de civilização abraçando o tripé da sustentabilidade: economico, social e ambiental.

Rumo a um novo Modelo de civilização



Os sucessivos painéis do IPCC- Intergovernmental Panel on Climate Change , site do IPCC , a organização politico-científica criada em 1988 no âmbito das Nações Unidas (ONU) pela iniciativa do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)Programa Nacional de Meio Ambiente e da Organização Meteorológica Mundial (OMM),  site do World Meteorogical Organization, apontam que  a contínua intervenção  humana rompeu a capacidade de suporte do planeta, que vem lançando continuamente gases de efeito estufa com a exploração das diversas   atividades econômicas e, superou os limites de alterações aceitáveis na atmosfera terrestre.
Assim, como consequência,  se observa a  imprevisibilidade  climática afetando o regime pluviométrico, fazendo com que não se saiba mais ao certo quando choverá e quando virá o período de estiagem e, por quanto tempo,  irá persistir.O INPE- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, site do IMPE, que mede o índice pluviométrico no Brasil adverte que, observar a série histórica de pluviometria produzida até agora, não garante com absoluta certeza o que o futuro nos reserva. 


crise da água - soluções






Crise de abastecimento de água e as obras para solucioná-la 






Existem soluções de médio e longo prazo para resolver a crise da água que foram tomadas pela empresa de Abastecimento e Saneamento de São Paulo - SABESP com o apoio do governo do estado de São Paulo .



MEDIDAS DE MÉDIO E LONGO PRAZO:


A primeira delas é a construção de um novo sistema de abastecimento ,através de uma parceria público privada entre a SABESP e as empresas Camargo Correa e Andrade Gutierrez.
O sistema São Lourenço que vai trazer água da represa de Ibiúna formada pelo rio São Lourenço e trazê-la por 83 quilômetros até São Paulo, para abastecer o  oeste da Região Metropolitana de São Paulo. Seguindo o link abaixo disponibilizado pela empresa na internet encontra-se informações oficiais da obra. 

A outra obra que ainda depende de licenciamento e autorização da ANA (Agência Nacional de Águas) e da ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) é a obra que vai transferir a água (5m³/s) da represa de Jaguarí (não confundir com a represa do Jaguari em Bragança Paulista) que situa-se na cidade de Iguaratá no Vale do Paraíba em São Paulo , para a represa do rio Atibaia que faz parte do Sistema Cantareira e que fica na cidade de Nazareth Paulista.


A SABESP ,através de parceria público privada , no reservatório do rio Taiaçupeba,  um dos reservatórios do  Sistema Alto Tietê, também concluiu obra para aumentar a disponibilidade hídrica em 7% dos sistemas integrados da Região Metropolitana de São Paulo. 



A SABESP também concluiu obra para aumentar a disponibilidade hídrica do Sistema Guarapiranga através da utilização do rio Taquacetuba, um dos formadores do reservatório Billings.